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Nota de repúdio do Sintero às declarações do deputado Cássio Gois

Em razão das declarações proferidas pelo deputado Cássio Gois, na Rádio Suprema Mix, emissora do município de Cacoal, na última quarta-feira, dia 6 de agosto, os profissionais da educação de Rondônia, especialmente aqueles que prestam serviços na Regional Café (Cacoal), vêm, pela presente nota, manifestar o posicionamento da categoria, em virtude das diversas declarações equivocadas proferidas pelo excelentíssimo deputado, com relação à rede estadual de educação, às pautas de reivindicações dos profissionais e às inúmeras tentativas de diálogo feitas pelo SINTERO, nos últimos 5 anos e 7 meses. Em respeito à comunidade estudantil de Rondônia e à população em geral, torna-se necessário que sejam feitos os seguintes esclarecimentos:

1 – Não são verdadeiras as declarações do eminente deputado que indicam não ter havido constante diálogo entre o Sintero, a SEDUC e o governo de Rondônia. Desde os primeiros meses do governo Marcos Rocha, foram inúmeras as tentativas de diálogo buscadas pela Direção Estadual do SINTERO e sempre dificultadas pelo Governo de Rondônia, pela MENP e pela Secretaria de Estado da Educação. Nesse período, o Sintero encaminhou diversos documentos nos quais constavam as reivnidicações da categoria. Infelizmente, todas as pautas de reivindicações foram ignorados pela SEDUC e pelo Governo de Rondônia, embora o deputado não tenha conhecimento dos fatos.

2 – Os profissonais da educação lamentam profudamente o fato de que, mesmo quando fazia parte da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Rondônia, o deputado jamais compareceu a qualquer reunião ocorrida entre a SEDUC e o SINTERO, razão pela qual não possui as informações sobre as incontáveis tentativas de diálogo.

3 – Não é verdade que o Governo de Rondônia fez investimentos de 100% na valorização dos profissionais da educação do estado. A lei que trata do Piso Salarial dos profissionais é a Lei Federal 11.738, do ano de 2008, que deve ser cumprida por todos os estados, Distrito Federal e municípios. Ao cumprir a legislação que trata do Piso da Educação, o governo de Rondônia apenas cumpre sua obrigação institucional, não se tratando, portanto, de nenhum favor à categoria.

4 – Não são verdadeiras as declarações de que o SINTERO não aceita dialogar com o governo. Desde o ínicio do primeiro mandato do governador Marcos Rocha, o sindicato esteve sempre de portas abertas ao diálogo, enviando, constatantemente, documentos que solicitavam audiência com os secretários anteriores e com a atual secretária. Em diversas ocasiões, a própria secretária marcou reuniões com o SINTERO, mas cancelou as reuniões, sem que houvesse nenhuma justificativa plausível.

5 – Com relação ao Auxílio Transporte, citado equivocadamente pelo deputado, o governo de Rondônia retirou este benefício de todos os servidores, desde quando o governador Marcos Rocha assumiu o cargo. Antes disso, todos os trabalhadores da educação recebiam o benefício, que foi concedido por governos anteriores.

6 – Não é verdade que os professores e técnicos estão prejudicando 170 mil estudantes, como fora sugerido pelo deputado em suas declarações. Quem prejudica os estudantes de Rondônia é o governo estadual, visto que a falta de professores é técnicos é um problema crônico durante este governo. Há vários anos, a SEDUC informou ao SINTERO que criaria uma comissão para “estudar” a possibilidade de fazer um concurso público para o preenchimento de vagas no setor de educação. Entretanto, desde o ano de 2021, até este momento, nenhum relatório deste “estudo” foi apresentado. No início deste ano, a SEDUC informou que publicaria o edital do concurso no mês de julho de 2025, mas, esta semana, a mesma SEDUC fez novas previsões sobre a realização do concurso para final do ano ou no início do ano que vem, portanto, não podemos mais acreditar em promessas vazias.

7 – Como o deputado Cássio Gois possui residência no município de Cacoal, local que é sua base eleitoral, nós o convidamos para comparecer à sede do SINTERO, onde temos nos reunido para discutir sobre nossas pautas de reivindicações, neste período de greve. Entedemos ser uma oportunidade para que ele conheça a realidade sobre nossos direitos, sobre nosso interesse em dialogar e sobretudo que conheça as informações oficiais relacionadas com a educação em Rondônia.

Finalmente, repudiamos todas as manifestações, de quaisquer pessoas, sejam agentes políticos ou não, que tenham a finalidade de macular nossa imagem profissional e levar a desinformação à sociedade.

Trabalhadores da Educação em Cacoal (Regional Café)


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