Sexta-feira, 20 de maio de 2022, às 06:04:42- Email: [email protected]



Coluna Porta Aberta

Por Fernando Garcia

Não deu
Com a votação do STF contrária ao ex-governador Ivo Cassol, que pretendia ser candidato nas eleições deste ano, o quadro político no Estado mudou completamente, uma vez que o nome de Cassol, estava sendo bastante ventilado pelo seus apoiadores, seguidores e admiradores. Resta saber agora, se Ivo Cassol, pretende ser coadjuvante de algum desses grupos políticos que busca o assento da cadeira número um do Estado. A essa altura dos acontecimentos, a sua irmã a deputada federal Jaqueline Cassol, que vem mantendo sua pré-candidatura ao Senado Federal, poderá até manter diálogo com o ex-senador Expedito Júnior e, de acordo as conversações, poderá um dos nomes sair candidato ao Governo de Rondônia, fazendo uma dobradinha ao Senado. Expedito e Cassol, já fizeram parcerias que duraram treze anos, sendo rompidas em 2010, quando o ex-governador João Cahúla, saiu a reeleição com apoio de Cassol, e foi ao segundo turno, sendo que Expedito Júnior, liderava as pesquisas de opiniões, sendo atrofiado no meio da campanha do primeiro turno pela Lei da Ficha Limpa.

Amigos a parte
Decorridos doze anos depois de estarem distantes politicamente, existe grande probabilidade de ambos manterem diálogos em busca de espaços políticos que possa envolver Jaqueline e Expedito, pois, como dizia meu velho pai, a política de hoje não é mais somar e sim a arte de multiplicar e quem puder salta mais. Olhando por esse prisma, para alguns combinados deve causar certos receios, mas, infelizmente no campo da política tem que estar preparado para os embaraços e desembaraços, para que possa alcançar os resultados positivos para o que se propõe. Infelizmente na política existe o famoso pulo do gato e, foi exatamente isso que o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, aplicou sobre seu artífice no mundo da política, articulando toda a operação de forma sorrateira dificultando e minando mais ainda a situação de Expedito Júnior, na capital do Estado, onde exatamente Expedito sempre teve dificuldades de furar o bloqueio.

Governo articulador
Todas essas articulações para atrair o prefeito Hildon Chaves, sem dúvidas são méritos dos articuladores do palácio Rio Madeira, que foram preponderantes para buscar apoio na candidatura à reeleição do coronel governador Marcos Rocha, lógico, não desmerecendo a impetuosidade do governador em querer se manter no governo por dois mandatos consecutivos, assim como Cassol e Moura, fizeram. O que causa polêmica sobre o afastamento de Hildon Chaves, de Expedito Júnior, foi a forma de agir, embora a proposta governamental de Marcos Rocha, em estender às mãos para à administração municipal foi o que pesou na balança, mais tinha por obrigação como velhos companheiros, conversar sobre as propostas recebidas. Todos esses dissabores políticos que Expedito Júnior, está passando, foi por não ter tido coragem de definir a composição de sua chapa ainda em 2018, quando tinha o então vereador saudoso pastor Edésio, da igreja universal como seu vice, preterido por Maurício Carvalho, que não quis bater chapa com Laerte e Fúria, resultado, a campanha naufragou por falta de habilidade política, dando mais importância para uma candidatura de deputado estadual, sacando pastor Edésio e aproveitando Maurício de Carvalho, não pensando na candidatura majoritária que era a dele de governador que sacramentaria no primeiro turno com o apoio da igreja Universal.

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Sabor amargo
Os analistas políticos de Rondônia, tinham certeza de que o prefeito não renunciaria ao mandato para se aventurar numa caminhada sem nenhuma consistência política no interior do Estado, como gozava de incentivo por parte de Expedito, que tinha interesse em demasia para anexar também sua candidatura ao Senado, o que sem dúvida conciliava seu nome em todos os graus na cidade portovelhense o que pavimentaria bastante para sua caminhada rumo a capital federal, na Casa Maior. Ao que tudo indica, que Expedito Júnior, não fez boa leitura da endrômina política dos Carvalhos, que sentiram o recuo de Hildon Chaves em não renunciar, perdendo a oportunidade de ser o mandatário de Porto Velho, através do vice-prefeito, Maurício Carvalho, onde a família serelepe juntamente com Hildon, participaram dos atos que culminaram na aproximação de Hildon ao palácio Rio Madeira, dando uma sorrateira no antigo parceiro do (PSDB).

Faltando reconhecimento
A Câmara de Vereadores de Rolim de Moura e a Prefeitura, precisam corrigir suas falhas no quesito homenagens as pessoas que colaboraram muito de uma forma ou de outra, quando o município ainda era um pequeno povoado de Cacoal. Recomendaríamos aos nobres edis e ao prefeito municipal, que procurem saber os nomes dessas pessoas que tanto contribuíram para o engrandecimento dessa cidade, nos momentos cruciais para se tornar a capital da Zona da Mata. Foram pessoas que há mais de 40 anos deram sua parcela de contribuição, enfrentando todas às adversidades do tempo e, até hoje não existe um órgão público sequer com os nomes desses verdadeiros desbravadores e trabalhadores que tanto contribuíram para edificar esse município. Foram pessoas que deixaram um legado exemplar em diversas áreas, como o escritor João Lopes, a primeira professora Enildes do Carmo Lopes, professor em linguística doutor Francisco Moreira, professor Orestes Zivieri, professora Raimundinha, dona Benta e outros que nos fogem a memória. Por incrível que pareça, o teatro municipal, que recebeu o nome de Verônica Francisca, os prefeitos esqueceram de destacar o nome da homenageada na frente ou aos lados que ficam as ruas Guaporé e Florianópolis, onde ficaria bastante visível.

Movimentação política
A presidente do (MDB) da executiva municipal de Rolim de Moura, Albertina Marangoni, começou a mobilizar o partido com vistas às eleições 2022, fazendo uma reunião no dia 10 de março nas dependências da Loja Maçônica “Acácia D’Oeste” localizada no bairro Boa Esperança, onde contou com a presença de dezenas de convidados e simpatizantes da agremiação partidária. Embora as pautas traçadas no local foram praticamente assuntos pertinentes a região e em especial a Rolim de Moura, a presença do deputado estadual Jean de Oliveira e do deputado federal jaruense, Lúcio Mosquini, o encontro serviu para delinear as ações a serem implantadas na capital da Zona da Mata, ainda no decorrer desse ano. O deputado federal Lúcio Mosquini, explanou para o público presente, que tem sido solidário as ações do presidente da República e, quer traduzir isso em benfeitorias para o Estado de Rondônia, e que Rolim de Moura, será o alvo dessas contemplações afirmou o parlamentar que está em seu segundo mandato consecutivo. Já o deputado estadual Jean de Oliveira, garantiu apoio incondicional ao prefeito Aldo Júlio, em suas ações em prol de Rolim de Moura, dizendo que essa parceria vai ser mantida enquanto perdurar seu mandato, independentemente, ressalvando que possui compromissos com a comunidade rolimourense e, que as portas do seu gabinete estarão sempre abertas.

Atitudes benéficas
O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), mais uma vez deu demonstração de como tratar a coisa pública gerando economia para a Capital do Café, quando através de emenda parlamentar do deputado federal, Expedito Neto, o prefeito conseguiu aquisição de cinco carros com especialidades para coleta de lixo, que com certeza vai gerar uma economia estupenda para o cofre municipal. São atitudes louváveis como essas, que outros prefeitos da região deveriam seguir, principalmente o prefeito Aldo Júlio, que vem mantendo um contrato absurdo de outra administração quem já culminou até em prisão, entretanto, ao que tudo indica, continua tudo como dantes, parecendo que está complacente com os valores cobrados pela empresa que continua prestando os serviços de forma normal com preços exorbitantes. O prefeito deveria reivindicar do deputado federal Lúcio Mosquini, e o senador Confúcio Moura, ambos do quadro do seu partido (MDB), e propor a eles que Rolim de Moura, precisa desses recursos para aquisição de frota própria, assim, sobraria muitos recursos, para investir em outras fontes carentes do município.

Vamos aguardar
À administração do prefeito Aldo Júlio, de início venha caminhando de forma razoável e com muitas promessas por parte do governador Marcos Rocha. Na verdade, a avalanche de promessas era para construção asfáltica, que de uma hora para outra mudaram tudo o que prometeram e, passou a ser exclusivamente recapeamento asfáltico em pontos que realmente não eram necessários. Os pontos mais delicados da cidade onde o asfalto está todo esfarelado, a equipe do governador parece que está com uma venda nos olhos, não quer enxergar, por outro lado o prefeito não bate de frente para dizer onde é preciso fazer as melhorias que tanto a população reclama. A população espera que após o período chuvoso, o governo faça o que prometeu que era dezenas de asfalto em todos quadrantes do município, mas até agora só tem visto a máquina melosa só no centro da cidade, desconhecendo outras ruas e avenidas da cidade, principalmente os bairros como São Cristovão, Olímpico, Boa Esperança e outros onde os moradores clamam por socorro.

Muito trabalho
Rolim de Moura está praticamente arrasada em decorrência das chuvas incessantes, que caíram sem parar desde janeiro. Sem dúvida o prefeito Aldo Júlio, vai ter que pensar num projeto de quase reconstrução do município tanto na área rural quanto no setor urbano. Como o governador tem prometido muito e confirmado pelo próprio prefeito, que o coronel Marcos Rocha, é o cara, vamos aguardar primeiro assim que findar o período das águas, que tem tudo para chegar ao fim depois da famosa chuva de São José. Como salientou o prefeito Aldo Júlio, no encontro da executiva municipal do (MDB), parece que todos os santos se aliaram a São Pedro, para soltar bastante água sobre Rolim de Moura, resultado de muitas pontes e bueiros levados pelas fortes correntezas causadas pelas constantes chuvas. Para arrumar a cidade de Rolim de Moura, o prefeito tem que contar mesmo com a ajuda do governador, através do DER, para fazer os serviços de limpeza no estilo mutirão, cascalhar vários bairros que estão intrafegáveis e sobretudo passar o rolo compressor, como fez o então prefeito Ivo Cassol, na sua primeira gestão em de Rolim de Moura.

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