‘Ele quebrou o meu nariz, deslocou minhas retinas, pegou um pen drive e quis me estuprar com ele’

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A médica Laryssa Moraes relatou em sua página no Instagram as agressões que afirma ter sofrido durante relacionamento com o advogado, Cleverson Campo Cotó, com quem foi casada. Através dos stories, Laryssa revelou que está sendo ameaçada de morte por expor o caso e reforçou que decidiu não ficar calada nesse momento, em que outras mulheres denunciam terem sido vítimas de violências física, sexual e psicológica, cometidas pelo advogado.

“Estou tendo coragem de falar o nome dessa pessoa, mesmo com medo de morrer, porque sim, estou sendo ameaçada, porque só ontem mais quatro vítimas apareceream”, revelou a médica que relatou série de agressões.

“Ao invés de não falar nada e continuar com esse peso, me senti confortável de vir dividir com vocês que esse senhor dos stories anteriores, ele que me espancou brutalmente. Ele que quebrou o meu nariz, ele que deslocou minhas retinas, ele que pegou um pen drive e quis me estuprar com ele. Foi ele que fez tudo isso comigo”, contou neste domingo (06) na rede social.

Ela ainda comentou sobre as agressões que sofria na época em que tinha um relacionamento com o advogado. A médica relatou chegou a ser agredida porque não quis fazer uma salada.

“Ele que quebrou o meu nariz, ele que deslocou minhas retinas, ele que pegou um pen drive e quis me estuprar com ele. Foi ele que fez tudo isso comigo”, contou

“Eu não quero nem citar as condições em que fui agredida, por proteção mesmo, mas soco na cara, puxão de cabelo, empurrão de escada, batida de cabeça em quina. Eu apanhei porque não quis fazer uma salada. Era porteiro ligando pra saber se estava tudo bem, era vizinho encontrando e falando: “olha, nós estamos aqui. Se precisar de alguma coisa”, e eu me escondendo com os olhos roxos”, disse.

Cleverson Contó

O advogado, Cleverson Campo Cotó é acusado de diversos tipos de violência contra várias mulheres

Laryssa contou que chegou a ficar desfigura, mas que teve vergonha medo e vergonha de ir ao Instituto Médico Legal (IML) fazer exame de corpo e delito. Ela ainda ainda respondeu que manteve relacionamento com o advogado se sentia culpada. “Laryssa, porque você não foi no IML quando você estava desfigurada? Porque eu fiquei desfigurada. Porque tive medo, porque tive vergonha, porque eu conhecia os médicos, e tive vergonha de me expor, nessa situação”, disse.

“Quando você se relaciona com sociopata, você acha que você é culpada”, contou nos stories.

Ela ainda comentou que muitas pessoas questionaram o fato dela estar contando sobre os fatos agora, após três anos e meio, a médica respondeu que tinha medo.

“Agora que pude falar o nome. Por que? Por medo. Porque tenho meus filhos, porque eu tenho o meu marido, porque eu tenho minha família, mas agora não sou Laryssa falando, são mais de 10 vozes e com certeza mais pessoas aparecerão”, disse.

“Muitos podem perguntar: nossa, mas depois de três anos anos e meio agora que você veio falar o nome. E sim, agora que pude falar o nome. Por que? Por medo. Porque tenho meus filhos, porque eu tenho o meu marido, porque eu tenho minha família, mas agora não sou Laryssa falando, são mais de 10 vozes e com certeza mais pessoas aparecerão”, disse.

“Então, acima de qualquer suspeita, com condições financeiras que ameaçam as pessoas, acima da lei como se nunca fosse pego, como se nunca fosse nada acontecer com ele e que se eu falasse qualquer coisa ele iria acabar com minha vida e destruir minha carreira, ninguém iria querer consultar comigo, ia fazer de tudo que ele pudesse para acabar comigo”, relatou.

A reportagem ligou para o advogado de Cleverson Campos Cotó, mas o telefone estava desligado. Em nota, antes da publicação da matéria, a defesa do advogado negou qualquer acusação de abuso psicológico, físico ou emocional contra ele.

Veja o depoimento da médica:

FONTE:  Repórter MT

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