Quinta-feira, 19 de maio de 2022, às 11:38:47- Email: [email protected]



Ex-secretário é preso em operação contra tráfico internacional de drogas

Nilton Borgato esteve à frente da Secitec até o começo deste mês

O ex-secretário estadual Nilton Borgato foi preso na manhã desta terça-feira (19) em uma operação contra o tráfico internacional de drogas. Segundo a Polícia Federal, a operação Descobrimento cumpre 43 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva na Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco.

Borgato esteve à frente da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso (Secitec-MT) entre 2019 até o começo de abril deste ano. A PF não informou onde o ex-secretário foi preso.

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A reportagem tenta localizar a defesa de Borgato.

Os agentes federais estiveram em um condomínio de luxo em Cuiabá, localizado na Avenida Presidente Marques. O apartamento pertence ao lobista Rawles Magalhães Pereira da Silva.

Ele ficou conhecido por denúnciar um esquema de propinas nas obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá.

Também estiveram na casa de um segundo alvo, em Cáceres.

Ainda em Cuiabá os policiais apreenderam bolsas de grife, uma quantia em euro, joias e outros itens de valor.

A operação também ocorre em Portugal, com o acompanhamento de policiais federais, a polícia portuguesa cumpre três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.

As investigações tiveram início em fevereiro de 2021, quando um jato executivo Dassault Falcon 900, pertencente a uma empresa portuguesa de táxi aéreo, pousou no aeroporto internacional de Salvador (BA) para abastecimento.

Após ser inspecionado, foram encontrados cerca de 595 kg de cocaína escondidos na fuselagem da aeronave. O avião pertence a uma empresa em que Rawles era sócio.

A partir da apreensão, a Polícia Federal conseguiu identificar a estrutura da organização criminosa atuante nos dois países, composta por fornecedores de cocaína, mecânicos de aviação e auxiliares (responsáveis pela abertura da fuselagem da aeronave para acondicionar o entorpecente), transportadores (responsáveis pelo voo) e doleiros (responsáveis pela movimentação financeira do grupo).

As medidas judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Salvador e pela Justiça portuguesa.

A Justiça brasileira também decretou medidas patrimoniais de apreensão, sequestro de imóveis e bloqueios de valores em contas bancárias usadas pelos investigados.

No curso das investigações, a PF contou com a colaboração da DEA (Drug Enforcement Administration – Agência norte-americana de combate às drogas), da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes da Polícia Judiciária Portuguesa e do Ministério Público Federal.

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