Por vídeo, o Folha do Sul On Line entrevistou, na tarde de ontem, a dentista Juliana Kolling, moradora da cidade de Juína, em Mato Grosso, cuja filha, a jovem Ana Gabriela Bach de Oliveira Kolling, que estudava Medicina em Vilhena, morreu de maneira trágica na cidade no ano passado.
O laudo sobre as causas do falecimento da universitária, que tinha 22 anos na época em que foi encontrada sem vida em seu quarto, aponta que ela morreu por “overdose”, mas o documento não revela que substâncias Ana teria ingerido. Justamente por isso, o laudo está sendo contestado na justiça.
A entrevistada disse não ter dúvida de que a filha foi assassinada, e cita o fato de ela não usar drogas e estar bem no dia anterior à morte, quando as duas conversaram longamente por telefone. “Ela não gostava que os amigos fumassem nem mesmo cigarro normal em sua casa”, relata Juliana.
Para a dentista, a substância que provocou a overdose foi colocada de propósito na bebida ou na comida da estudante, cujo corpo foi encontrado ao lado de um frasco de medicamentos controlados, mas ela só consumia esse tipo de remédio, geralmente para dormir, com prescrição médica.
Uma conversa suspeita no WhatsApp, descoberta após a tragédia, entre duas pessoas que costumavam frequentar a casa da jovem, levantam a hipótese de que esses supostos amigos possam ter combinado a intoxicação proposital dela.
ABUSADOR
Apesar da convicção de que a filha foi vítima de um homicídio, Juliana evita apontar os prováveis envolvidos neste crime, mas vem acompanhando de perto as investigações, que ela acredita que chegarão aos culpados.
No mês passado, um universitário que estuda na mesma instituição de ensino superior frequentada por Ana, mas em outro curso, foi preso, acusado de estuprar outra garota da mesma faculdade. Ele possivelmente também será investigado, pois estava na casa onde aconteceu o que a mãe da vítima classifica como “assassinato planejado”.
CRIANÇA EM MEIO À “GUERRA”
Ana Gabriela conheceu o pai de sua filha, que hoje está com 2 anos e 7 meses, quando estudava medicina em Campo Grande. Após 2 anos, o relacionamento acabou e ela veio para Vilhena continuar a graduação. A babá veio junto e morava em outra casa.
Depois da morte da acadêmica, o pai da menina, que diz ser corretor de imóveis, conseguiu a guarda dela na justiça, levando-a para morar com ele na capital sul mato-grossense. A mãe entrevistada viaja cerca de 3 mil km todo mês (de Juína a Campo Grande), para se encontrar com a neta, após obter judicialmente esse direito.







