Indicado de Lula atingiu 34 votos, placar inferior aos 41 votos necessários para ser conduzido à corte

Brasília|Lis Cappi e Yumi Kuwano, do R7, em Brasília
Após cinco meses de indefinição, o Senado decidiu rejeitar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (29), em uma derrota ao governo Lula. O veto é o primeiro em 132 anos. A última vez em que o Senado barrou a indicação de um ministro do Supremo foi em 1894, no governo Floriano Peixoto.
A votação, secreta, terminou em um placar de 34 votos favoráveis e 42 contrários. Resultado inferior aos 41 votos necessários para a aprovação.
Ao fim da sessão, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse que a rejeição de Messias foi uma resposta à falta de governabilidade do governo Lula.
Sabatina e promessas que caíram
Antes de ir ao plenário, Messias foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), após oito horas de sabatina. O placar no colegiado foi de 16 votos a favor frente a 11 contrários.
Messias também frisou defesa do aperfeiçoamento do STF, para que haja uma maior credibilidade da corte, e se colocou a favor de decisões coletivas.
Em outra frente, o advogado-geral evitou indicar posições diretas a temas que estão na pauta do Supremo, como o julgamento ligado aos motoristas de aplicativo e o marco temporal das terras indígenas. Messias optou por não antecipar eventuais votos na corte, mas indicou compreensão aos temas.
No caso da anistia, Messias considerou que um eventual perdão a condenados do 8 de Janeiro seria uma decisão política, que compete ao Congresso, sem que seja necessário algum tipo de posicionamento pessoal.
Fonte: noticias.r7






