Uma mulher precisou se trancar no banheiro de casa com a filha de apenas 4 anos e acionar a Polícia Militar após o ex-companheiro supostamente invadir a residência e fazer ameaças de morte, no bairro Jardim Saúde, em Cacoal (RO). A ocorrência foi registrada nesta semana e mobilizou uma guarnição do 4º Batalhão da Polícia Militar. A chamada ao 190 indicava situação de risco e informava que mãe e filha estavam trancadas dentro do banheiro.

De acordo com o que apurou o jornal eletrônico O Minuto Notícia, a situação teria começado ainda durante a madrugada de terça-feira, dia 1º de setembro. A vítima relatou aos policiais que, por volta das 0h40, o ex-companheiro teria entrado na residência e a agredido, provocando uma lesão em sua mão. O atual companheiro da mulher também teria sido atacado com socos e chutes e sofrido lesões no rosto. O episódio já havia resultado em ocorrência policial e solicitação de medidas protetivas de urgência.
Durante a manhã, segundo o documento, uma equipe da Patrulha Maria da Penha esteve na residência para verificar a situação e orientar a vítima sobre as providências relacionadas à medida protetiva e à prevenção de novas agressões.
Ainda de acordo com o relato registrado pela Polícia Militar, durante a tarde o ex-companheiro teria retornado ao imóvel, entrado novamente no local e passado a fazer novas ameaças de morte.
A mulher também informou que o suspeito teria feito menção de estar armado, mantendo algo na região da cintura. Diante do temor pela própria vida e pela segurança da família, ela se trancou no banheiro com a filha de 4 anos e chamou a Polícia Militar. Quando os policiais chegaram, o homem já havia deixado o local e não foi encontrado nas imediações naquele momento.
O registro policial aponta que a mulher estava bastante abalada emocionalmente e demonstrava temor por sua segurança, pela do atual companheiro e pela dos filhos. Ela chegou a manifestar intenção de deixar a residência e sair de Cacoal por receio de novos episódios de violência.
Diante da gravidade relatada, a mulher manifestou interesse em receber medida protetiva de urgência e pediu encaminhamento para um abrigo temporário como forma de preservar a própria integridade e a dos familiares. A Polícia Militar a conduziu à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis e avaliação quanto ao acolhimento.
Antes de deixar a residência, a vítima teria percebido ainda o desaparecimento de objetos pessoais. A suspeita de subtração também foi acrescentada à ocorrência para posterior apuração pela autoridade policial.
O documento registra, em tese, possíveis crimes de ameaça, violência doméstica e familiar contra a mulher, invasão de domicílio, lesão corporal e furto, ressaltando que a definição jurídica definitiva dependerá da apuração realizada pela Polícia Civil.
O histórico de avaliação de risco anexado à ocorrência aponta relatos anteriores de agressões físicas, ameaças e comportamentos possessivos, além de registrar que os episódios teriam se tornado mais frequentes ou graves nos últimos meses. O formulário também indica que a vítima já havia procurado atendimento policial e demonstrava interesse em medida protetiva e acolhimento temporário.
Nelson Salles da Redação
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