O pastor evangélico foi condenado por intolerância religiosa após invadir um centro de umbanda e destruir objetos sagrados durante um ritual em São Francisco do Guaporé, interior de Rondônia. A sentença foi proferida na sexta-feira (24) e determinou pena de três anos de reclusão em regime semiaberto, além do pagamento de R$ 5 mil de indenização às vítimas.
O caso ganhou repercussão após o pastor ser filmado entrando no local com uma bíblia nas mãos. Segundo testemunhas, ele fez uma oração antes de iniciar a destruição de diversos objetos utilizados nos rituais religiosos da casa.
O centro religioso era conduzido pelo pai de santo Alécio Pereira, que presenciou toda a ação. Conforme relatos, ele ainda tentou conversar com Antônio para evitar maiores danos, mas diante da situação decidiu acionar a Polícia Militar.
A PM esteve no local e conduziu o pastor até a delegacia para prestar esclarecimentos. Após o depoimento, ele foi liberado e passou a responder ao processo em liberdade até o julgamento.

Durante a análise do caso, o tribunal entendeu que houve prática de preconceito religioso com violência, além de impacto direto no funcionamento do centro de umbanda e forte abalo às vítimas envolvidas.
A decisão judicial destacou a gravidade da invasão e considerou que a conduta ultrapassou o limite da liberdade religiosa, configurando intolerância e violação de direitos fundamentais.
A defesa de Antônio Muniz foi procurada, mas optou por não se manifestar sobre a condenação. Mesmo sentenciado, ele ainda poderá recorrer da decisão em liberdade.
Intolerância religiosa em debate
O caso reacende a discussão sobre ataques a religiões de matriz africana, que frequentemente são alvo de preconceito e violência em diversas regiões do país. Em Rondônia, lideranças religiosas cobram mais proteção e respeito à liberdade de culto garantida pela Constituição.






