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Impacto das medidas para conter alta dos combustíveis pode chegar a R$ 31 bilhões

Governo diz que pacote é neutro do ponto de vista fiscal, visto que a União deve aumentar a arrecadação com a alta do petróleo

Rovena Rosa/Agência Brasil

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que o impacto do pacote de medidas para conter a alta nos preços dos combustíveis — somando as anunciadas nesta segunda-feira (6) e as anunciadas em março — é de até R$ 31 bilhões por ano.

Apesar disso, segundo ele, o pacote tem neutralidade fiscal, visto que a União deve aumentar a arrecadação com a alta do petróleo. O ministro comentou que o governo vai recorrer a royalties, leilões de óleo e lucro de empresas, medidas que podem render justamente pelo menos R$ 31 bilhões em receitas extras.

O impacto de R$ 31 bilhões considera uma possível prorrogação da isenção de PIS/Cofins para a importação e comercialização de diesel, conforme anunciado em meados de março.

O cálculo do impacto total considera as seguintes despesas para a União:

  • R$ 6 bilhões para os produtores nacionais de diesel em dois meses;
  • R$ 2 bilhões para os importadores de diesel, também pelos próximos dois meses;
  • R$ 500 milhões com a subvenção do GLP e mais a retirada dos impostos de querosene de aviação e do biodiesel;
  • R$ 2 bilhões com subvenção inicial de R$ 0,32; e
  • R$ 20 bilhões com isenção do Pis/Cofins do diesel (feita na primeira MP, de março) — desde que vá até o fim do ano, o que não está garantido.

Questionado sobre os cálculos do governo sobre o aumento de arrecadação da União com a elevação do preço do petróleo, o ministro do Planejamento disse que os cálculos da equipe econômica são de um aumento de arrecadação na casa dos R$ 40 bilhões com o preço do Brent a US$ 90 por barril.

O ministro reforçou que o governo estuda diferentes cenários de arrecadação adicional. “Nós fizemos contas com o preço do Brent a US$ 90, a US$ 100. Mesmo analisando a conta do PIS/Cofins, entendemos que tem todas as condições de custear essas despesas com uma receita extraordinária”, declarou.

“O impacto sobre a arrecadação é suficiente para pagar essas medidas sem qualquer tipo de impacto sobre a meta fiscal”, disse o ministro. “Nós estamos bem tranquilos em relação à neutralidade fiscal da proposta”, acrescentou.

Moretti destacou ainda que as medidas poderão ser revistas. “Se o Brent cair, é porque a guerra arrefeceu, e a gente pode revisar as próprias medidas de despesa, assegurando, em última instância, a preservação da nossa meta de estado primário do ano.”


Fonte:R7

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