De acordo com vereador, o IML local atende população próxima de 400 mil habitantes; sobrecarga amplia sofrimento de famílias!

A demora na liberação de corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Cacoal (RO), foi o tema do discurso do vereador Amarilson Carvalho (PL), na Tribuna da Câmara Municipal de Vereadores, nesta segunda-feira, 18 de maio.
Amarilson discursou sobre a estrutura da segurança pública e a deficiência de profissionais especializados no interior de Rondônia. Outra situação levantada durante o pronunciamento público do vereador Amarilson, foi o acidente registrado próximo à Cerâmica Rio Machado, na BR-364, que vitimou Cleiton dos Santos, de 30 anos, funcionário da concessionária Nova 364.
Segundo Amarilson, o caso atingiu diretamente familiares próximos, o que trouxe ainda mais indignação diante da longa espera para a liberação do corpo. O acidente aconteceu por volta das 19 horas, porém a liberação do corpo ocorreu apenas quase ao meio-dia do dia seguinte, após muitos esforços dos colegas legistas. É que Amarilson é servidor da segurança pública na Politec.
Durante o pronunciamento, foi destacada a sobrecarga enfrentada pelos profissionais do IML de Cacoal, que atualmente atendem não apenas o município, mas também as regionais de São Miguel do Guaporé, Rolim de Moura e parte da região de Vilhena.
A crítica principal recai sobre a falta de planejamento estrutural do Estado, especialmente na ausência de médicos legistas e técnicos de necrópsia em cidades estratégicas da região. Conforme foi relatado, famílias de municípios como São Miguel precisam arcar com custos de translado até Cacoal, para realização de exames necroscópicos e, posteriormente, retornar com o corpo para o município de origem, aumentando ainda mais o sofrimento em momentos de luto.
“Quem paga essa conta no fim da linha é o familiar”, destacou durante o pronunciamento, ao citar os custos extras e o desgaste emocional enfrentado pelas famílias.
Apesar das críticas à estrutura pública, também houve reconhecimento ao trabalho desempenhado pelos profissionais que atuam no IML de Cacoal. Médicos legistas e técnicos de necrópsia foram citados como servidores que “se desdobram” para atender uma região extensa, estimada em centenas de milhares de habitantes.
O caso reacende um debate antigo sobre a necessidade de descentralização dos serviços periciais no interior de Rondônia, sobretudo em regiões onde acidentes graves e mortes violentas possuem elevada demanda de atendimento.
Assista ao pronunciamento do vereador
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia






