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Próximo governador deverá administrar novo ciclo de desenvolvimento, diz Hildon Chaves

No momento em que surgem novas oportunidades para o desenvolvimento do Estado, fica a pergunta: o próximo governador estará preparado para atuar ou será apenas mais um “espectador privilegiado”?

Nos últimos anos, o avanço da produção de grãos e da atividade pecuária de Rondônia fez crescer a exportação de produtos como soja, milho e carne bovina. Mas a falta de uma infraestrutura adequada de transporte dessas commodities sempre representou um entrave para o crescimento do comércio do Estado. No entanto, novas possibilidades estão surgindo num horizonte próximo. É o que explica o ex-promotor, ex-prefeito de Porto Velho e pré-candidato ao Governo do Estado, Hildon Chaves (Federação União Progressista).

Ele avalia que quando o governo enxerga as novas oportunidades de maneira antecipada, a principal beneficiada acaba sendo a população. “O governador tem que estar preparado para o cargo que irá ocupar, estando apto para atuar sempre um passo à frente”, raciocina. “Agora, caberá à população escolher, se quem irá governar será um gestor qualificado ou apenas mais um tolo, um ilustre espectador dos problemas e das oportunidades que surgirão”.

Para Hildon, “muitas vezes o eleitor escolhe um governante só porque ele tem boa conversa, tem lábia, parece até ser um sujeito legal, e não percebe quando é só mais um despreparado, que lhe falta experiência e até competência, isso quando não se trata de alguém mal-intencionado ou inclinado a ser corrupto”, diz. “Ele esquece que é esse mesmo sujeito que depois vai cuidar da saúde da sua família, das estradas onde ele trafega, da educação de seus filhos, da segurança de seu bairro e até do emprego que ele terá ou deixará de ter”.

NOVAS OPORTUNIDADES COM A PAVIMENTAÇÃO DA 319

Hildon afirma que novas rotas de comércio estão surgindo para os produtores rondonienses, e não se trata apenas dos grandes produtores de milho, soja e carne bovina. “A notícia mais recente envolve o chamado “Trecho do Meio” da BR-319”, explica. “São cerca de 400 quilômetros de rodovia que liga Porto Velho a Manaus e parece que o governo federal finalmente irá construir o asfalto após décadas de espera”.

A rodovia representa a única ligação terrestre entre Manaus e Porto Velho e o “Trecho do Meio” fica intransitável na maior parte do tempo, em função das condições climáticas adversas. “Caso as obras na BR-319 se confirmem, Porto Velho e todo o estado de Rondônia ganharão um mercado ativo, com mais de dois milhões de consumidores, a poucas horas de caminhão”, afirma Hildon.

“É uma janela de oportunidades inédita para Rondônia, que poderá comercializar os mais diversos produtos, do tambaqui ao café, do leite e derivados à carne bovina”, exemplifica. “Agora, resta saber se o próximo governador será um gestor experiente e preparado ou se veremos se repetir o que aconteceu recentemente com a nossa BR-364, que se transformou de sonho em pesadelo após o longo cochilo dos nossos representantes”, adverte.

PORTO DE CHANCAY

Outra rota de escoamento para a produção de Rondônia, de interesse direto dos grandes produtores de grãos e carne bovina do Estado, diz respeito à hidrovia Guaporé-Mamoré. “Parte da produção do Cone Sul, Zona da Mata e Vale do Guaporé pode ser escoada por Costa Marques, evitando o pedágio da BR-364”.

Hildon Chaves afirma que a eventual privatização dessa hidrovia já está sendo discutida e contaria inclusive “com o aval do setor produtivo do Estado”, diz. “Quando fui prefeito de Porto Velho, cheguei a conversar sobre a hidrovia Guaporé-Mamoré com o governador da província boliviana do Beni e esse é um tema estratégico para Rondônia”, assegura Hildon.

Além da hidrovia, também se discute a integração rodoviária até o novo porto de Chancay, no Peru, o maior e mais moderno da América do Sul, e que representa mais uma alternativa para a produção do Estado, beneficiando diretamente o comércio com os países asiáticos, especialmente a China, encurtando o tempo de navegação pelo Pacífico e eliminando os custos relacionados ao Canal do Panamá. “O governador do Estado não pode aprender só depois que começa o mandato”, ensina.

Assessoria


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